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sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia em escola do Rio de Janeiro



É manhã de 7 de abril, e parece ser um dia normal. Os acontecimentos não fogem à rotina da organização de uma escola ginasial. Tudo parece ocorrer em perfeita harmonia. De repente, o inesperado, algo absurdo e inimaginável explode e culmina numa cena de horror nunca experimentada por qualquer brasileiro, o desfecho disso é exposto no ceifamento de vidas de criaturas inculpes, até então, cheias de uma vivacidade apenas pertencentes a elas, crianças, que inocentes e cheias de muitos planos, não podem mais sonhar.

Eu sei que muitos estão agora a julgar a ação dessa malfadada criatura. No entanto, é preciso perscrutar e procurar entender as causas dessa explosão, deste ato de extrema loucura. E no fim desse exercício de pesquisa e meditação, o perigoso é se certificar de que assim como foi ele o autor, muitos outros poderiam ser protagonistas dessa história.

O fato é que no Brasil é costume não dar a devida atenção às demandas dos mais necessitados: das crianças; das mulheres; dos idosos etc. Por aqui, quando algo suscita algum planejamento e esforço é comum fazer vistas grossas e esconder os problemas por baixo do pano.

Não é de hoje que nossas crianças sofrem com violência física, moral, emocional etc. Pais irresponsáveis expõem suas crias a ação de indivíduos aparentemente bem intencionados, porem, desconhecidos. Outros tantos aplicam diretamente em seus filhos, maus tratos, de ordem física (espancamentos, estupros etc);  emocional (ameaças); e cultural, quando os submetem ao trabalho em detrimento da escola etc.

Sobremaneira, fica evidente que são muitos os tipos de infortúnios aos quais nossos pequeninos estão expostos, mas por ora, atentemos para algo mais externo, o bullying. Violência sofrida pelo autor desse massacre, que afora isso, ainda padecia de problemas psicológicos, e revelava um longo histórico de esquizofrenia, talvez  potencializado pela morte de sua mãe.

O chamado bullying - agressão fisica ou mental aplicada a um individuo - tem causado danos psicológicos a muitas de nossas crianças. Governos, pais e professores não têm dado a devida atenção a este fato. Ninguém gosta de ser rejeitado, achincalhado, desrespeitado. Isso machuca, gera mágoas, e pode resultar num fim trágico, como o que se viu no evento caótico na Escola Tasso da Silveira no Rio de Janeiro.

De outra maneira, a indústria do entretenimento tem nos inundado com uma propaganda evidentemente violenta. Que se materializa por meio de suas obras: como filmes, desenhos animados e jogos eletrônicos violentos etc. Que muitas vezes, até de forma escancarada, ensejam,  incitam e revelam apoio a violência. E de novo, os pais se omitem, ao desprezar a educação e o futuro de seus filhos, quando não restringem seu acesso a esse tipo de entretenimento perigoso. Não reconhecem que isso tem criado, essencialmente nos jovens, a banalização da violência, sobretudo, porque seu  senso de julgamento e justiça não é completo, já que, ainda esta em fase de desenvolvimento.

Mas como podemos atacar o problema, a fim de que, a partir desse momento, tragédias como esta, sejam menos prováveis de acontecer?
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Pais, é preciso estar atento ao comportamento de seus filhos. Eles são muitos fechados, retraídos? Conversem com eles, procurem entendê-los, busquem ajuda de especialistas. Conversem com seus  professores. Restrinjam o acesso de seus filhos a entretenimentos violentos.

É claro que os governos precisam tomar medidas com respeito ao bullying, à violência contra as crianças, mas você vai se arriscar a esperar para ver o que acontece? Os fatos mostram que esta não é a atitude mais prudente.

Por ora, desejo conforto às famílias das vitimas dessa tragédia. É difícil superar, mas nessa hora a atenção e o carinho dos amigos são essenciais  Que Jeová oriente estes pais. Desejo a todos vocês calma e muita tranquilidade. Meus sentimentos! 

Abaixo segue uma lista dessas lindas criaturinhas vitimadas por esse desastre. Vocês não serão esquecidos.

- Bianca Rocha Tavares, de 13 anos

- Géssica Guedes Pereira, sem identificação de idade

- Karine Lorraine Chagas de Oliveira, de 14 anos

- Larissa dos Santos Atanázio, sem identificação de idade

- Laryssa Silva Martins, de 13 anos

- Luiza Paula da Silveira, de 14 anos

- Mariana Rocha de Sousa, de 12 anos

- Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos

- Rafael Pereira da Silva, de 14 anos

- Samira Pires Ribeiro, de 13 anos


por Jonata Souza, Obrigado.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Violência contra a mulher, um problema histórico-cultural






Eloá Pimentel, Mércia Nakashima, Eliza Samúdio, Maria’s, Joana’s, Paula’s assim como tantas outras, todas elas tem em comum o flagelo e o fim trágico ocasionado pela violência diária e banal sofrida pelas mulheres, já entrincheirada na sociedade brasileira por décadas ou até mesmo séculos.

Dados do Mapa da Violência no Brasil em 2010 revelam que entre os anos de 1997 e 2007 mais de 41.000 mulheres foram assassinadas neste país. E o mais preocupante é que na maioria dos casos os agressores tinham alguma relação afetiva com as vitimas.

E devo dizer: “Nada me causa mais indignação do que a violência contra os mais frágeis, a saber: a mulher, a criança e o idoso. À medida que esta se traduz num ato covarde, pois não dá ao oprimido quaisquer chances de defesa”.

Dadas as inúmeras implicações e desdobramentos deste tema, e sem querer incorrer no risco de parecer prolixo, por ora enfocarei apenas as mazelas sofridas pelas mulheres, até porque, este tema tem gerado bastante controvérsias atualmente.

Assim, por uma medida de prudência, antes de discorrer sobre algumas das possíveis soluções do problema, exporei algumas de suas causas.

A violência contra a mulher é fruto de um longo processo histórico e cultural.

No grande “boom" da era do desenvolvimento da indústria mundial, os burgueses tencionavam garantir a herança de seus herdeiros, assim passaram a controlar as suas mulheres com respeito à fidelidade, no intuito de que atos de infidelidade não provocassem herdeiros desgarrados do leito matrimonial, no entanto, este controle se tornou conveniente e propiciou aos chefes de família uma relação de extremo domínio sobre suas esposas. Como se a partir dali, estas não tivessem mais direitos, sentimentos, anseios, emoções etc. O que mais tarde se tornaria uma prática camuflada ou não de muitas culturas ao redor do mundo.

De outra maneira, as imposições do Capitalismo se tornaram um terreno fértil para a prática da violência contra a mulher. Já que, fundiram as estruturas e modificaram um modelo de sociedade já experimentado e permitido pelas pessoas por muitas eras. Onde o homem trabalhava para sustentar o lar e a mulher realizava as tarefas domésticas, padrão esse que se tornara quase que uma diretriz em tempos de outrora. A despeito disso, as novas tendências do mercado mundial facilitaram e favoreceram a inserção da mulher no mercado de trabalho e estudo. E isso parece, ter criado em alguns companheiros muitas incertezas, e conseqüentemente a quebra daquela relação de completo controle. O que muitas vezes tem sido a faísca para o inicio de muitas agressões.

Por outro lado, muitas vitimas da violência são condicionadas a aceitá-las a fim de manter o seu sustento diário. O que categoricamente é um pensamento errôneo. Pois dá ao agressor mais controle, domínio, segurança etc. E propicia o aumento da freqüência e do grau das agressões. O que sem dúvida pode resultar num fim trágico.

Longe de querer discutir aqui, o mérito ou a suposta razão de quem quer que seja, com respeito a motivos de infidelidade e/ou desentendimentos emocionais. Entendo que nada justifica quaisquer agressões a outra pessoa, principalmente àquela que você um dia se apaixonou e prometeu cuidar e acalentar em todos os sentidos.

Assim é preciso que as mulheres entendam que elas são pessoas. Que tem direitos, emoções, etc e não devem se submeter ao sofrimento contínuo. Já aos homens(covardes) que praticam tal ação, que caiam em si, façam mudanças ou libertem suas esposas, mulheres, namoradas e filhas desse sofrimento tão cruel.

por Jonata Souza. Obrigado. 

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

A natureza não humana





Quando eu era criança e assistia filmes e desenhos animados repletos de vilões que articulavam todo tipo de trama e/ou realizavam toda sorte de maldade. Sempre enveredados pelo desejo de alcançar objetivos malévolos, eu realmente me assustava, e ficava a me perguntar, será que um dia isso vai ser possível? Mas, tudo aquilo tinha um lado bom, era apenas a imaginação aflorada de um autor (diretor) com muita criatividade. E no outro dia tudo se acalmava, pois algo mais recente sempre tomava conta dos meus pensamentos. Mas, os anos se passaram, alcancei a idade adulta, e volta e meia, vem à minha cabeça, o seguinte questionamento: Ei, do que mesmo são feitas as pessoas?

A rigor todo mundo tem um lado bom e outro ruim – e isto é fruto da imperfeição - mas a depender do desejo e da motivação intrínseca do coração de cada individuo poder-se-ia alcançar um equilíbrio desejável, aceitável e necessário a uma vida pacífica em sociedade. De forma que o lado mal ficasse mais suprimido que dominante. Como acontece com a maioria das pessoas. Assim, eu imaginava que a vontade de viver bem, fazendo o bem, suplantaria muitas ações iníquas.

Concordemente, a abrangência dos absurdos de que se tem noticia ultimamente me fizeram reconsiderar a ideia  E devo dizer: nada mais me surpreende, dada a gama de atrocidades que se torna mais freqüente a cada dia. A questão é que algumas dessas práticas abomináveis tem envolvido a vida e o futuro ou fim de povos inteiros. E isto me deixa decepcionado.

Acresce que o humano é a única especie dentre todos os animais que pratica a maldade para o seu próximo. Até mesmo animais ferozes e imponentes como o leão ou o tubarão - só matam para comer e atacam apenas para se proteger.

Ben Ali, Hosni Mubarak e Muamar Kadafi, são figuras exóticas. Mas, essa não é a única semelhança entre eles. Todos são chefes de estado, ou melhor, ditadores que infligem (ou infligiam) à sua população condições de vida subumanas e que estão dispostos a tudo para se perpetuar no poder, até mesmo o inimaginável: o genocídio.

Diferente da essência de crimes hediondos praticadas por criminosos comuns de menor poder que variam de acordo com o tipo de motivação particular do individuo, e claro tem menor proporção. Mas nem por isso são aceitáveis. Não raro, crimes de genocídio são covardes. E usualmente tem motivação política, étnica e material. Mas como e por que alguém se faz capaz de cometer atos dessa magnitude?

Bem, o dinheiro, a intolerância racial e o poder figuram como os principais catalisadores das reações obscuras que tem modificado a essência da alma de algumas figuras "humanas". O maior exemplo disso talvez seja um dos personagens mais sombrios da historia. Adolf Hitler, que acreditava que sua raça era superior e que se fazia necessário realizar uma “esterilização” no seu povo, ou seja, dizimar quem não fosse alemão. Mas a história se ocupou de dar a este o seu devido lugar, bem como estigmatizar o Holocausto como um dos acontecimentos fúnebres a nunca serem esquecidos a fim de que ninguém jamais o pudesse repetir.

E de fato, fiquei esperançoso e investido dessa ideia salutar e inocentemente imaginei que isso ficaria num passado longínquo, porém os ditadores do norte da África inovaram e atribuíram um novo conceito à palavra “monstro” ao abrir fogo contra o seu próprio povo, e o exemplo mais recente disso fora a ação do ditador Muamar Kadafi que atirou contra os cidadãos de Bengazi. Assim, pessoas como estas devem ser classificados em outra condição que não a de seres humanos.

Se a imperfeição já patrocinava as maldades do ser humano, a influência do Diabo tem imprimido ainda mais crueldade aos atos iníquos de muitas pessoas, essencialmente aquelas que vivem apartadas de Deus. Resta observar, que esta situação é momentânea. E que dentro em breve estaremos livres das conseqüências da vida de um mundo cada vez mais ímpio. - Salmos 37:10,11

por Jonata Souza, Obrigado.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Alô bons costumes, alguém sabe onde estão?


Não faça aos outros, o que você não quer que façam pra você. Com algumas variações, assim poderíamos definir a mais importante das regras do bem viver. A célebre regra de ouro.

Historicamente, o povo brasileiro tem demonstrado certa falta de etiqueta no seu trato diário. A falta de educação é tão usual que o desprezo pelas regras de convivência já não constrange. Pelo contrario, já faz parte da rotina ver um ou outro individuo dispensar lixo nas vias públicas, não dar bom dia ou não pedir desculpas.

É embaraçoso admitir, mas se fossem apenas essas as implicações do espírito individualista que contagia os inquilinos do século XXI, notadamente viveríamos melhor. Mas, a natureza do homem infelizmente  aperfeiçoou a arte de enganar, transgredir e passar por cima de regras etc.

Mas, talvez você se pergunte: como chegamos a este ponto?

Bem, o erro está na base da família e da infância. A cada dia o sistema forma pais mais permissivos, que em virtude do sustento diário relegam a criação de seus filhos a estranhos. E no pouco tempo que passam juntos. Não educam, não ensinam o respeito ao próximo ou valores como a honestidade e o caráter. Pelo contrario, incutem nos pequeninos a famigerada e malfadada regra do “primeiro eu”. Já a escola não tem realizado o seu papel elementar de criar nas crianças uma consciência cidadã. De modo que estas desenvolvam valores como o respeito aos mais velhos e a preservação do patrimônio público etc.

Desde os primórdios da história, o homem tem vivido em comunidades, grupos, organizações, sociedades. E isso deveria suscitar o aprimoramento das relações humanas. Infelizmente não é isso o que se tem observado.

É categórica e distinta a capacidade que o homem tem de se aperfeiçoar a cada momento, de aprender com suas experiências, de se reinventar de acordo com as circunstâncias. Em conformidade com o que parece melhor para o alcance de seus objetivos. E ás vezes voltar atrás, tentar de novo, mudar o rumo, a fim de alcançar a satisfação. Contudo, o homem moderno parece não dar importância ou ter esquecido em algum lugar no passado o ingrediente mais necessário à manutenção das relações humanas. O respeito mútuo.

Assim, no cenário do mundo contemporâneo, a atitude das pessoas revela pouca ou nenhuma disposição para a prática de ações altruístas, pois a utilização de boas regras de convivência pouco as seduz. No ritmo atual das coisas parece insensato ou até mesmo desvantajoso perder tempo pensando nos outros.

Porém, o que muitos não percebem é que prejudicam a si mesmos, quando se furtam de praticar o verbo viver, harmoniosamente, ao passo que buscam de uma maneira insana e penosa objetivos explicitamente materiais às custas do mal estar de outros.  Mas nesse longo caminho, muitas vezes sem nem nos darmos conta, muitas coisas são perdidas. Alguns chegaram a conclusão de que todo esse esforço não compensa o tempo que se perde por se isentar da vida, que nada substitui a felicidade que se pode obter de saborear momentos simples, porém singelos e capazes de trazer felicidade.

E a era do capitalismo tem desempenhado uma função primordial neste processo, já que potencializou nas pessoas um comportamento declaradamente egoista. E se de um lado contribuiu para o desenvolvimento de inúmeras tecnologias - sem dúvida um grande avanço - do outro instituiu uma cultura extremamente  individualista. Que notadamente colaborou para a decadência das expressões de afeto, até então características principais dos seres humanos.

por Jonata Souza. Obrigado.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Catástrofe no Japão 2011, um flashback do passado recente




Uma catástrofe maiúscula é assim que poderíamos categorizar os eventos que acometeram o Japão na última semana. Tragédias assim não são novidade na história do homem, mas o que dá a esta última a feição de um drama, é que ao contrário de outras tantas – como no Haiti (considerado pais de 3º mundo) em 2010 – este infortúnio abalou as estruturas de um povo organizado e metódico, que goza do status de ser uma das super potências do mundo moderno.

Este Japão, que se recuperou surpreendentemente dos efeitos cataclísmicos da 2º Guerra Mundial, ocupa o rol particular dos países desenvolvidos, e para muitos ostentava um sistema antitragédias peculiar e muito eficiente para suportar acidentes naturais ou pelo menos amenizar os efeitos destes. No entanto, os desdobramentos deste fatídico maremoto trouxeram à tona a fragilidade do homem – mesmo o mais preparado deles - frente às forças da natureza.

Esta destruição vai muito além da estrutura física de um pais:  da economia; dos meios de transporte ou da capacidade de mobilização e intervenção do governo, envolve muito mais do que pilhas de concreto e ferro retorcido. Embaixo daquele mar de lama estão às esperanças, os sonhos, a dignidade e o luto de um povo machucado. Que rememora como num flashback o evento caótico das duas bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagazaki.

Mas, prova isso que a autossuficiência tão comemorada pelo homem moderno era apenas ilusão? Julgue os fatos.

Já faz tempo que o homem se permite viver sem a orientação de Deus, ou melhor, muitos até, nunca consideraram real a existência de um ser superior – uma pessoa espiritual inteligente que projetou o universo – dada a gravidade dos acontecimentos que nos sobrevém nestes últimos dias. Muitos entendem que se existisse um deus ele não permitiria tanta maldade, contudo se desapercebem que há um malfeitor por trás de todos estes danos causados à humanidade, Satanás, o Diabo.

Outros tantos como que mergulhados num poço de orgulho se acham capazes de guiar a sua vida sem a orientação divina, se acham superiores, pois tem dinheiro. Mas eu te pergunto, o dinheiro pôde salvar aquelas vitimas no Japão?  Terceiro pais mais rico do mundo.

Ora, o espírito materialista que permeia a humanidade no século XXI é evidente, as pessoas são julgadas à base do que tem, e não do que são – caráter, virtudes, comportamentos éticos - não importam tanto. Porém, a maioria ainda não se deu conta de que o sistema de coisas neste mundo tem natureza fugaz, nada é plenamente confiável, na medida em que tem caráter transitório e não pode oferecer real segurança para quem quer que seja.

Muitos realizam repetidos e/ou desmedidos esforços com vistas à consecução de objetivos pueris, se esquecem de viver, não priorizam uma relação achegada com o criador do universo, relegam família e amigos em busca de uma suposta felicidade, baseada em algo tão volátil e duvidoso como o dinheiro e os bens matérias. Entretanto não percebem que esta relação não é mutua, não é sólida, não é recíproca. O dinheiro não salva ninguém e nem pode trazer pleno contentamento ou satisfação.

De outra maneira, quem tem uma relação achegada com Jeová, ainda que sofra as conseqüências deste mundo atribulado, tem a expectativa vívida de mudanças futuras e iminentes que podem sim trazer verdadeira felicidade. Deus é justo, o dinheiro não. É preciso refletir nisso.

por  Jonata Souza. Obrigado.

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março...?




Bem, eu imaginava que o meu próximo post adentraria no mundo fantasioso dos usos e costumes da ética na vida moderna. Mas quase que num sobressalto, fui tomado de surpresa ao ouvir  no rádio, uma noticia que acenava para o Dia Internacional da Mulher. Este é normalmente recheado de aparições de autoridades e artistas oportunistas, no intuito de reforçar a idéia, ou o sonho de que direitos iguais são possíveis, que a situação evolui gradativamente, mas que é preciso lutar.

No entanto, neste mês que se perpassa pouco se viu ou ouviu situações assim, e por quê? Será que aconteceu algo tão ou mais importante que isso, algo capaz de mudar a historia da humanidade, a situação de povos oprimidos? Não, isso é só um sonho, trata-se apenas de semana de carnaval, ah essa quase omissão gritante, não foi planejada, nem mesmo desejada, mas apenas inconsciente e instintivamente reveladora. Quase ninguém dá a consideração e importância devida a esse fato, nem mesmo as suas protagonistas, ou será que você percebeu alguma mulher capitaneando movimentos ativistas do gênero nesse período? Porque eu não, a TV era só carnaval, e apenas isso.

Mas quer saber a minha opinião? Discordo definitivamente, não sou a favor de dias internacionais da mulher, do índio, da consciência negra, etc. Não, não tenho nada contra as mulheres, pelo contrario, elas são tudo o que os homens não podem ser, são cheias de virtudes - tem uma percepção mais apurada que os homens - também tem seus defeitos, etc. Mas são essenciais, acho que disso ninguém discorda.

Outrossim, sabe o que todas esses datas comemorativas tem em comum? São dias isolados, em que se faz uma reflexão (ou pelo menos tentam) a respeito da condição de todas essas classes, mas nada alem disso, é, tudo gravita no plano do imaginário, da utopia.

Pesquisas revelam que negros, mulheres e outras minorias, que nas suas atividades seculares realizam exatamente as mesmas tarefas que homens brancos, ainda tem uma diferença constrangedora de salários. Será que isso é conseqüência da melhor formação daqueles? Não é isso que os dados revelam. Hoje as mulheres já são maioria nas universidades brasileiras, já provaram que podem administrar uma família e ao mesmo tempo uma carreira. Mas por que então esta situação desigual persiste? Bem eu poderia resumir isto em poucas palavras. Preconceito? Medo? Protecionismo? Você pode escolher.

De maneira que, enquanto perdurarem estas datas comemorativas, terei a exata sensação de que a situação não evoluiu nem mesmo um centímetro. Tratam-se apenas de atos ilusórios, representações eficazes na arte de ludibriar e amainar os ânimos dos que clamam por justiça, por melhorias. Porém a sensatez indica que direitos iguais caminham juntos com obrigações, deveres, etc. Assim não basta lutar por um mundo melhor, com mais opções, sem, contudo oferecer a contrapartida adequada ao contexto de uma vida justa em sociedade. Por ora externo a minha quase exígua expectativa de que tão cedo, o que está ai, não vai melhorar.

Do autor, Jonata, Obrigado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A consciência, a maior de todas a leis



Uma pesquisa realizada pelo site: www.estradas.com.br identificou que 84% dos brasileiros não respeitam as leis de trânsito. Estes dados assumem ares ainda mais desoladores quando se leva em conta, que o trânsito é uma atividade necessária, e que a desobediência às suas normas implica um risco desmedido à integridade física de muita gente. De fato, a situação ganha um tom a mais de perplexidade ao se constatar que a transgressão às leis, por aqui, já virou um hábito e diz respeito a tudo o que envolve a vida em sociedade.

O mais angustiante é saber que essa prática é conseqüência de um processo de colonização que favoreceu calculadamente a disseminação da ignorância, pelo impedimento da inserção de quaisquer empreendimentos que visassem à cultura, nas suas mais variadas formas. O exemplo mais evidente disso, diz respeito às medidas adotadas pela Coroa Portuguesa em relação ao Brasil enquanto colônia, a saber: a inexistência de instituições de ensino superior, a censura de obras literárias, o combate a grupos culturais, etc. Vale lembrar que até 1808, quase 100% da população brasileira, à época composta de 1/3 de escravos, era analfabeta. Por conseguinte, essa ignorância do povo em relação ao conhecimento abrangeria também a seara do ordenamento jurídico (o conhecimento das leis em si). O que mais tarde se tornaria um problema crônico do povo tupiniquim.

Outro fator que talvez corrobore para a inobservância das leis são os atos escusos praticados na política, que já viraram praxe, mas que vez por outra, talvez até por conveniência, são expostos e assumem ares de escândalos. E na menor das hipóteses põe em cheque, o custo beneficio da obediência às leis, a cidadãos desorientados por uma sociedade cada vez mais injusta, que desvirtua valores e promove o estabelecimento da corrupção (onde o honesto sofre chacota e o “inteligente” ou esperto rouba), já que, quem deveria dar exemplo não o faz (os políticos). Assim o conceito de cidadão - observar o interesse público em detrimento do interesse próprio – a cada dia perde mais valor.

Diante de tudo o que ora foi observado, o cenário parece mesmo propicio para o estabelecimento de uma perpétua insatisfação popular e consequentemente do continuo desrespeito às leis.

Contudo, entendo que, o que deve nortear primariamente as ações de qualquer ser racional não são leis ou mesmo comportamentos individuais, mas algo que antecede a estes - uma consciência - consciência esta que emana do próprio individuo, que não é imposta ou ensinada por outrem, mas que se adquire ao longo da vida, e é fruto de um misto de princípios, normas de conduta, ética e moral. Que provamos a nós mesmos ser genuína, à medida que a experimentamos e usufruímos do valor incalculável da sensação de uma posição de integridade e honestidade, nunca circunstancial, mas sobretudo como a expressão de um estilo de vida que prima pela moralidade e vai de encontro aos desmandos de uma sociedade cada vez mais decadente.

Do autor, Jonata, Obrigado