Total de visualizações de página

terça-feira, 5 de abril de 2011

Violência contra a mulher, um problema histórico-cultural






Eloá Pimentel, Mércia Nakashima, Eliza Samúdio, Maria’s, Joana’s, Paula’s assim como tantas outras, todas elas tem em comum o flagelo e o fim trágico ocasionado pela violência diária e banal sofrida pelas mulheres, já entrincheirada na sociedade brasileira por décadas ou até mesmo séculos.

Dados do Mapa da Violência no Brasil em 2010 revelam que entre os anos de 1997 e 2007 mais de 41.000 mulheres foram assassinadas neste país. E o mais preocupante é que na maioria dos casos os agressores tinham alguma relação afetiva com as vitimas.

E devo dizer: “Nada me causa mais indignação do que a violência contra os mais frágeis, a saber: a mulher, a criança e o idoso. À medida que esta se traduz num ato covarde, pois não dá ao oprimido quaisquer chances de defesa”.

Dadas as inúmeras implicações e desdobramentos deste tema, e sem querer incorrer no risco de parecer prolixo, por ora enfocarei apenas as mazelas sofridas pelas mulheres, até porque, este tema tem gerado bastante controvérsias atualmente.

Assim, por uma medida de prudência, antes de discorrer sobre algumas das possíveis soluções do problema, exporei algumas de suas causas.

A violência contra a mulher é fruto de um longo processo histórico e cultural.

No grande “boom" da era do desenvolvimento da indústria mundial, os burgueses tencionavam garantir a herança de seus herdeiros, assim passaram a controlar as suas mulheres com respeito à fidelidade, no intuito de que atos de infidelidade não provocassem herdeiros desgarrados do leito matrimonial, no entanto, este controle se tornou conveniente e propiciou aos chefes de família uma relação de extremo domínio sobre suas esposas. Como se a partir dali, estas não tivessem mais direitos, sentimentos, anseios, emoções etc. O que mais tarde se tornaria uma prática camuflada ou não de muitas culturas ao redor do mundo.

De outra maneira, as imposições do Capitalismo se tornaram um terreno fértil para a prática da violência contra a mulher. Já que, fundiram as estruturas e modificaram um modelo de sociedade já experimentado e permitido pelas pessoas por muitas eras. Onde o homem trabalhava para sustentar o lar e a mulher realizava as tarefas domésticas, padrão esse que se tornara quase que uma diretriz em tempos de outrora. A despeito disso, as novas tendências do mercado mundial facilitaram e favoreceram a inserção da mulher no mercado de trabalho e estudo. E isso parece, ter criado em alguns companheiros muitas incertezas, e conseqüentemente a quebra daquela relação de completo controle. O que muitas vezes tem sido a faísca para o inicio de muitas agressões.

Por outro lado, muitas vitimas da violência são condicionadas a aceitá-las a fim de manter o seu sustento diário. O que categoricamente é um pensamento errôneo. Pois dá ao agressor mais controle, domínio, segurança etc. E propicia o aumento da freqüência e do grau das agressões. O que sem dúvida pode resultar num fim trágico.

Longe de querer discutir aqui, o mérito ou a suposta razão de quem quer que seja, com respeito a motivos de infidelidade e/ou desentendimentos emocionais. Entendo que nada justifica quaisquer agressões a outra pessoa, principalmente àquela que você um dia se apaixonou e prometeu cuidar e acalentar em todos os sentidos.

Assim é preciso que as mulheres entendam que elas são pessoas. Que tem direitos, emoções, etc e não devem se submeter ao sofrimento contínuo. Já aos homens(covardes) que praticam tal ação, que caiam em si, façam mudanças ou libertem suas esposas, mulheres, namoradas e filhas desse sofrimento tão cruel.

por Jonata Souza. Obrigado. 

Coloque esta página nos seus favoritos, aperte as teclas CTRL e D.



Nenhum comentário:

Postar um comentário